Manejo médico · CHEMM

Material para profissionais de saúde e de resposta a emergências.

Tradução referenciada das diretrizes públicas do CHEMM (Chemical Hazards Emergency Medical Management, HHS/ASPR — governo dos EUA). Não é diagnóstico nem prescrição deste portal; doses e nomes de fármacos permanecem como na fonte original, com o link ao lado — confira sempre no original antes de qualquer conduta. As recomendações da fonte não se destinam a uso médico-legal.

Tradução não oficial, feita por este portal e sem endosso, revisão ou vínculo do HHS/ASPR nem do governo dos EUA. O material de origem é de domínio público; a responsabilidade por esta versão em português é do Produtos Perigosos.

☎ 0800 722 6001 — Disque-Intoxicação (CIATox, 24h)

Traduzido de Phosgene - Emergency Department/Hospital Management (CHEMM, HHS/ASPR — domínio público), fonte capturada em 2026-08-30. Em caso de dúvida, vale o original.

Fosgênio — manejo no pronto-socorro/hospital

Panorama do manejo agudo

Identificação do agente

Proteção do socorrista

Triagem específica do fosgênio

Descontaminação

Via de exposição

Sinais e sintomas clínicos

Diagnóstico diferencial

Tratamento

Zonas quente/morna

Estabeleça as zonas quente/morna — incluindo triagem das zonas, descontaminação e locais de re-triagem.

Se pacientes contaminados chegarem ao pronto-socorro, devem ser descontaminados antes de entrar na unidade. A descontaminação só pode ocorrer dentro do hospital se houver instalação de descontaminação com pressão de ar negativa e ralos de piso para conter a contaminação.

Os socorristas devem estar treinados e adequadamente paramentados antes de entrar nas zonas quente/morna. Se o equipamento adequado não estiver disponível, ou se os socorristas não tiverem treinamento para usá-lo, peça apoio conforme os guias operacionais locais de emergência (EOG). Esse apoio pode vir das equipes HAZMAT locais, de parceiros em auxílio mútuo, do sistema metropolitano de resposta mais próximo (MMRS) e do U. S. Soldier and Biological Chemical Command (SBCCOM) — Edgewood Research Development and Engineering Center. O SBCCOM pode ser contatado (das 7:00 AM às 4:30 PM EST pelo 410-671-4411 e das 4:30PM às 7:00AM EST pelo 410-278-5201), pedindo pelo oficial de serviço.

Zonas quente/morna

Identificação do agente

Proteção do socorrista

Proteção respiratória e da pele: equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva sob demanda, nível A, é recomendado em situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de fosgênio líquido ou vapor.

EPI exigido: nível B-C

É mais provável que EPI de nível B-C seja adequado. Nível A pode ser necessário se o hospital estiver próximo do local da exposição e/ou se houver preocupação com exposição a vapor (acione o HAZMAT para EPI de nível A).

Proteção respiratória: equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva é recomendado em situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de fosgênio.

Proteção da pele: vestimenta de proteção química é recomendada por causa do potencial de efeitos inflamatórios e corrosivos.

Link para a seção de referência de informação de segurança relacionada a EPI em evento agudo

Triagem

A triagem de vítimas químicas baseia-se na viabilidade de andar, no estado respiratório, na idade e em lesões convencionais adicionais. O oficial de triagem precisa conhecer o curso natural de uma dada lesão, os recursos médicos imediatamente disponíveis, o fluxo atual e provável de vítimas e a capacidade de evacuação médica.

Padrões de triagem de vítimas em massa

Princípios gerais de triagem para exposições químicas

Triagem específica do fosgênio

Lembretes de ABC

Lembretes de ABC/ALS — estabilização inicial: avalie e apoie via aérea, respiração e circulação. Intube a traqueia em caso de comprometimento respiratório. Deve-se usar o tubo mais calibroso possível, para evitar obstrução por epitélio descamado. Pode ser preciso aspirar secreções brônquicas excessivas.

Via de exposição

Sinais e sintomas clínicos

Link para Síndromes Tóxicas

Link para Avaliação Primária e Secundária

Diagnóstico diferencial

Vulnerabilidades pediátricas/obstétricas/geriátricas

Tratamento nas zonas quente/morna

Antídotos — não existem antídotos específicos para o fosgênio.

Suporte

Intube a traqueia em caso de coma ou comprometimento respiratório, ou para facilitar a remoção de secreção pulmonar excessiva. Se não for possível, faça cricotireoidostomia. Será necessário aspirar a via aérea com frequência para remover secreção mucosa.

Trate o paciente com broncoespasmo usando broncodilatador em aerossol. O uso de agentes sensibilizantes brônquicos em situações de exposição a múltiplos químicos pode acrescentar risco. Avalie a condição do miocárdio antes de escolher o tipo de broncodilatador. Agentes sensibilizantes cardíacos podem ser apropriados; contudo, seu uso após exposição a certos químicos pode aumentar o risco de arritmia cardíaca (sobretudo no idoso). Não se sabe que a intoxicação por fosgênio acrescente risco ao uso de sensibilizantes brônquicos ou cardíacos.

Considere racemic epinephrine ‡ em aerossol para a criança que desenvolve estridor. Dose 0.25-0.75 mL of 2.25 % racemic epinephrine solution in 2.5 cc water, repetindo a cada 20 minutes conforme a necessidade, com cautela pela variabilidade miocárdica.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Pacientes comatosos, hipotensos, com convulsão ou arritmia cardíaca devem ser tratados conforme os protocolos de suporte avançado de vida (ALS).

Imponha repouso — mesmo esforço físico mínimo pode encurtar o período de latência clínico e aumentar a gravidade dos sinais e sintomas respiratórios numa vítima de agente que lesa o pulmão. Atividade física num paciente sintomático pode precipitar deterioração clínica aguda e até a morte. Limitação estrita de atividade é fortemente recomendada para pacientes com suspeita de terem inalado fosgênio.

‡ Não aprovado pela FDA para esta indicação / uso off-label

Remoção das vítimas

Se as vítimas conseguem andar, conduza-as para fora das zonas quente/morna até a zona de descontaminação. Vítimas que não conseguem andar podem ser removidas em pranchas rígidas ou macas; se estas não estiverem disponíveis, carregue ou arraste as vítimas com cuidado até um local seguro. Havendo grande número de vítimas, e se os recursos de descontaminação permitirem, devem ser estabelecidos corredores de descontaminação separados para as vítimas que andam e as que não andam.

Considere o manejo apropriado de crianças contaminadas quimicamente, como medidas para reduzir a ansiedade de separação se a criança for separada de um dos pais ou de outro adulto.

Zona de descontaminação

Vítimas expostas apenas ao gás fosgênio, sem evidência de irritação de pele ou olhos, podem ser transferidas imediatamente para a zona de apoio, já que não representam risco substancial de contaminação secundária para pessoal fora das zonas quente/morna. Vítimas cuja roupa ou pele esteja contaminada com fosgênio líquido (temperatura ambiente abaixo de 47ºF) podem contaminar secundariamente o pessoal de resposta por contato direto ou pelo vapor liberado, e exigirão a descontaminação descrita abaixo.

A descontaminação rápida é crítica para impedir mais absorção pelo paciente e para evitar a exposição de outras pessoas.

Zona de descontaminação

Proteção do socorrista

O pessoal deve continuar usando o mesmo nível de proteção exigido nas zonas quente/morna.

Link para Zonas quente/morna — Proteção do socorrista.

Se os níveis de exposição forem considerados seguros, a descontaminação pode ser conduzida por pessoal usando um nível de proteção inferior ao das zonas quente/morna. Porém, não tente reanimação sem uma barreira.

Lembretes de ABC

Se a vítima estiver sintomática, institua imediatamente as medidas de suporte de vida de emergência. O tratamento deve ser dado simultaneamente aos procedimentos de descontaminação. Garanta rapidamente que a vítima tenha uma via aérea pérvia e esteja ventilando bem. Assista a ventilação com dispositivo bolsa-válvula-máscara equipado com canister ou filtro de ar, se necessário. Mantenha circulação adequada. Estabilize a coluna cervical com um colar descontaminável e uma prancha rígida se houver suspeita de trauma. Pressão direta deve ser aplicada para controlar sangramento intenso, se houver.

Antídotos

Antídotos — não existem antídotos específicos para o fosgênio.

Descontaminação básica

Considerações de montagem

Instruções de lavagem

Descontaminação do socorrista:

Descontaminação de lactentes e crianças

Manejo de feridas

Referências

Área de tratamento

Área de tratamento

Re-triagem da área de tratamento

Após a descontaminação, o paciente deve ser reavaliado, observando mudança de categoria de triagem (se houver) e a necessidade ou o ajuste da terapia de suporte (ver Lembretes de ABC / Tratamento Avançado) .

Imponha repouso — mesmo esforço físico mínimo pode encurtar o período de latência clínico e aumentar a gravidade dos sinais e sintomas respiratórios numa vítima de agente que lesa o pulmão. Atividade física num paciente sintomático pode precipitar deterioração clínica aguda e até a morte. Limitação estrita de atividade é fortemente recomendada para pacientes com suspeita de terem inalado fosgênio.

Lembretes de ABC

Avalie rapidamente a permeabilidade da via aérea. Se houver suspeita de trauma, mantenha a imobilização cervical manual e aplique colar cervical e prancha rígida quando possível. Garanta respiração e pulso adequados. Registre a saturação de oxigênio. Coloque em monitor cardíaco.

Link para Avaliação Primária e Secundária

Se o paciente estiver sintomático, institua imediatamente as medidas de suporte de vida de emergência.

Tratamento avançado

Suporte — link para o tratamento de suporte nas zonas quente/morna

Sinais e sintomas clínicos — Link para sinais e sintomas clínicos

Manejo médico

Tratamento preventivo

A inalação de doses mais altas de fosgênio (por exemplo, > 150 ppm/min) causa alterações bioquímicas imediatas que levam a mudanças na barreira ar-sangue, mas podem passar várias horas até acumular líquido extravascular suficiente para produzir os sinais e sintomas de edema pulmonar. Um objetivo central no manejo da vítima tem sido bloquear a cascata inflamatória induzida pelo fosgênio durante a fase de latência, antes do edema clínico. (Essa terapia precoce costuma ser chamada de tratamento profilático, embora profilaxia, mais corretamente, se refira a tratamentos dados antes da exposição.) Os tratamentos específicos propostos para profilaxia pós-exposição, incluindo corticosteroides, ibuprofen, NAC e ventilação com pressão positiva na via aérea, são descritos abaixo (uso off label) ‡ * . Não se conhece, porém, antídoto específico para a exposição ao fosgênio.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Experimentos em animais e a experiência humana anedótica sugerem que os medicamentos listados nas seções de terapia profilática e de terapia medicamentosa, abaixo, podem ser eficazes em prevenir e/ou tratar o edema pulmonar induzido por fosgênio. As doses ótimas desses agentes não foram estabelecidas (uso off label) ‡ * .

Terapia medicamentosa profilática

Tratamento não farmacológico

Terapia medicamentosa ‡ *

Fluidos

Observe por até 48 hours o paciente em insuficiência respiratória, reexaminando o tórax periodicamente e solicitando os exames adequados. Faça o acompanhamento conforme a indicação clínica.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Exposição ocular

Exposição dérmica

Cuidado da ferida

Efeitos tardios

Como o edema pulmonar pode levar até 48 hours para aparecer, o paciente com exposição conhecida deve ser observado e reexaminado periodicamente antes de se confirmar a ausência de efeito tóxico. O paciente com broncoespasmo ou edema pulmonar deve ser vigiado de perto quanto a sinais de insuficiência respiratória iminente e manejado conforme o caso. O paciente que sobrevive 48 hours em geral se recupera.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Link para Suporte Básico e Avançado de Vida ‡ Não aprovado pela FDA para esta indicação / uso off-label * Categorias de gravidez: consulte o DailyMed quanto às categorias de gravidez e a outras informações relacionadas à gestação. Antídotos Antídotos — não há antídoto específico para o fosgênio.

Exames laboratoriais

Link para Tratamento Avançado — Manejo Médico

Destino e acompanhamento

Liberação do paciente

Pacientes assintomáticos com exame inicial normal e sem sinais de toxicidade após observação por 48 hours podem receber alta, com orientação de procurar atendimento imediatamente se surgirem sintomas (veja a Folha de Informação ao Paciente sobre Fosgênio, abaixo).dose/fármaco conforme a fonte ↗

Acompanhamento

O paciente pode ficar com dano pulmonar de longo prazo e maior suscetibilidade a infecção. A sensibilidade a irritantes pode persistir, causando broncoespasmo, inflamação crônica dos bronquíolos e Síndrome de Disfunção Reativa das Vias Aéreas (RADS), um tipo de asma induzida por químico ou irritante.

O paciente com lesão de córnea deve ser reexaminado em 24 hours.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Instruções de acompanhamento

Adaptado de Medical Management Guidelines for Phosgene (ATSDR/CDC)

Os PDFs são da fonte original, em inglês.