Manejo médico · CHEMM
Material para profissionais de saúde e de resposta a emergências.
Tradução referenciada das diretrizes públicas do CHEMM (Chemical Hazards Emergency Medical Management, HHS/ASPR — governo dos EUA). Não é diagnóstico nem prescrição deste portal; doses e nomes de fármacos permanecem como na fonte original, com o link ao lado — confira sempre no original antes de qualquer conduta. As recomendações da fonte não se destinam a uso médico-legal.
Tradução não oficial, feita por este portal e sem endosso, revisão ou vínculo do HHS/ASPR nem do governo dos EUA. O material de origem é de domínio público; a responsabilidade por esta versão em português é do Produtos Perigosos.
☎ 0800 722 6001 — Disque-Intoxicação (CIATox, 24h)Traduzido de Nerve Agents - Emergency Department/Hospital Management ↗ (CHEMM, HHS/ASPR — domínio público), fonte capturada em 2026-08-30. Em caso de dúvida, vale o original.
Agentes nervosos — manejo no pronto-socorro/hospital
- Panorama do manejo agudo
- Zonas quente/morna
- Identificação do agente
- Proteção do socorrista
- Triagem
- Vítimas em massa
- Química
- Específica do agente
- Lembretes de ABC
- Via de exposição
- Sinais e sintomas clínicos
- Diagnóstico diferencial
- Vulnerabilidades pediátricas/obstétricas
- Tratamento nas zonas quente/morna
- Remoção das vítimas
- Zona de descontaminação
- Proteção do socorrista
- Lembretes de ABC
- Antídotos
- Descontaminação básica
- Área de tratamento
- Re-triagem
- Tratamento avançado
- Exames laboratoriais
- Destino e acompanhamento
Panorama do manejo agudo
Identificação do agente
Os agentes nervosos (NAs) são os mais tóxicos entre os agentes de guerra química conhecidos. São quimicamente semelhantes aos pesticidas organofosforados (OPs) e exercem seus efeitos biológicos inibindo as enzimas acetilcolinesterase.
- Os agentes nervosos podem causar perda de consciência e convulsões em segundos, e morte por insuficiência respiratória em minutos após a exposição.
Agentes nervosos voláteis (vapor)
- O vapor de agente neurotóxico é prontamente absorvido por inalação e por contato ocular, e produz efeitos locais e sistêmicos rápidos.
- Os agentes do tipo G são líquidos claros, incolores e insípidos, solúveis em água e na maioria dos solventes orgânicos.
- O GB é inodoro e é o agente neurotóxico mais volátil; evapora, porém, a uma taxa próxima à da água. O GA tem odor levemente frutado e o GD, leve odor de cânfora (esses odores não são confiáveis).
Agentes neurotóxicos de baixa volatilidade (líquidos)
- O agente neurotóxico líquido é prontamente absorvido pela pele; os efeitos, porém, podem tardar de vários minutos até 18 hours.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- O VX é um líquido oleoso, claro, cor de âmbar e inodoro. É solúvel em água e em todos os outros solventes. É o agente neurotóxico menos volátil.
- Os socorristas devem buscar ajuda para identificar a(s) substância(s) pela forma dos recipientes, painéis, rótulos, documentos de transporte e testes analíticos. Informação geral sobre essas técnicas de identificação está no Emergency Response Guidebook.
- Ferramentas de identificação — CHEMM-IST, WISER, propriedades químicas dos agentes nervosos
- Dispositivos — papel detector de agentes químicos M8 e M9 (agentes líquidos), detectores M18A3 (vapor), kit detector M256A1 (líquido e vapor), kit Draeger CDS (vapor e aerossol), Hazmat Smart Strips (qualitativo), kit detector de agentes químicos C2 (líquido e vapor), Chemical Agent Monitor (CAM) (vapor)
- Uma fonte abrangente para a seleção de equipamentos de identificação química é o Guide for the Selection of Chemical Detection Equipment for Emergency First Responders, Guide 100-06, January 2007, 3rd Edition, publicado pelo Department of Homeland Security para auxiliar nesse processo.
Proteção do socorrista
- Pessoas com roupa ou pele contaminada por soluções que contenham agente neurotóxico podem contaminar secundariamente a equipe de resposta por contato direto ou pelo vapor que se desprende.
- EPI obrigatório — nível A
- Link para EPI, seção de segurança do socorrista no manejo hospitalar
- Link para a seção de referência com informações de segurança sobre EPI em evento agudo
Triagem específica do agente neurotóxico
- Sintomas graves — incluem inconsciência, convulsões, apneia e paralisia flácida.
- Sintomas leves/moderados — incluem edema localizado, fasciculações musculares, náusea e vômito, fraqueza e falta de ar.
- O paciente consciente e com controle muscular completo precisará de cuidado mínimo.
- O paciente com história de possível exposição apenas a vapor (sem possibilidade de exposição a líquido) e sem sinais de exposição ao chegar ao serviço de saúde não foi exposto (porque esses efeitos ocorrem em segundos a minutos após a exposição). Pode receber alta.
- Os efeitos tardios da exposição da pele ao agente neurotóxico líquido podem levar até 18 hours para aparecer.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- O paciente com exposição inalatória que se queixa de dor torácica, aperto no peito ou tosse deve ser observado e examinado periodicamente por 6 to 12 hours, para detectar bronquite, pneumonia, edema pulmonar ou insuficiência respiratória de início tardio.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- O paciente exposto ao vapor de agente neurotóxico que chega ao serviço apenas com miose e/ou rinorreia leve não precisa ser internado. Todos os demais expostos ao agente neurotóxico devem ser hospitalizados e observados de perto.
| Triagem de vítimas de agente neurotóxico | |
| Imediato (1) | Efeitos — Inconsciente, falando mas sem andar, efeitos moderados a graves em dois ou mais sistemas (por exemplo, respiratório, gastrointestinal, parada cardíaca, muscular, SNC) |
| Sinais clínicos — em convulsão ou pós-ictal, insuficiência respiratória grave, parada cardíaca recente | |
| Tardio (2) | Efeitos — em recuperação da exposição ao agente ou do antídoto |
| Sinais clínicos — secreções diminuídas, respiração melhorando | |
| Mínimo (3) | Efeitos — andando e falando |
| Sinais clínicos — pupilas puntiformes, coriza e dificuldade respiratória leve a moderada | |
| Expectante (4) (com recursos limitados) | Efeitos — Inconsciente |
| Sinais clínicos — parada cardíaca/respiratória de longa duração |
Descontaminação
- Vítimas com pele ou roupa contaminada por agente neurotóxico líquido podem contaminar os socorristas por contato direto ou pelo vapor que se desprende.
- Pessoas cuja pele foi exposta apenas ao vapor do agente não oferecem risco de contaminação secundária; roupa e cabelo, porém, retêm vapor.
- Link para a seção de manejo hospitalar
Via de exposição
- Inalação — os agentes neurotóxicos são prontamente absorvidos pelo trato respiratório. Coriza e aperto na garganta ou no peito começam em segundos a minutos após a exposição. O vapor é mais pesado que o ar. O odor não dá aviso adequado para a detecção.
- Contato com pele/olhos — os agentes neurotóxicos líquidos são prontamente absorvidos pela pele e pelos olhos. O vapor não é absorvido pela pele, exceto em concentrações muito altas. Os efeitos oculares podem vir tanto do contato direto quanto da absorção sistêmica. A natureza e o tempo dos sintomas após contato dérmico com agente líquido dependem da dose; os efeitos podem tardar várias horas.
- Ingestão — espera-se que seja relativamente rara em comparação com a exposição inalatória ou o contato com a pele; ainda assim, os agentes são prontamente absorvidos pelo trato gastrointestinal e são altamente tóxicos.
Sinais e sintomas clínicos
Os agentes neurotóxicos são inibidores potentes da acetilcolinesterase e causam os mesmos sinais e sintomas seja qual for a via de exposição. Os efeitos iniciais, porém, dependem da dose e da via.
- A criança é muito mais vulnerável que o adulto à toxicidade do agente neurotóxico.
- As manifestações da exposição incluem: Neuromusculares — pupilas puntiformes (altamente indicativas de exposição a agente neurotóxico em situação de múltiplas vítimas), contrações musculares, confusão, convulsões, paralisia flácida e coma.
- Em muitos casos a criança apresenta apenas sinais e sintomas neurológicos.
- Pulmonares — aperto no peito, sibilos, falta de ar, insuficiência respiratória.
- Gastrointestinais — náusea, vômito, cólicas abdominais, defecação involuntária.
- Outras — coriza, salivação e sudorese excessivas e micção.
- Link para Síndromes Tóxicas
- Link para Avaliação Primária e Secundária
Diagnóstico diferencial
- O diagnóstico na pessoa gravemente intoxicada é direto. A combinação de miose, secreções abundantes, broncoespasmo, fasciculações musculares generalizadas e convulsões é característica.
- Procure a miose com atenção (se presente, ajuda). A miose pode não estar presente no início após exposição a agente de baixa volatilidade.
- Uma exposição leve a vapor pode simular rinite/conjuntivite alérgica na criança.
- Uma exposição leve a vapor pode se apresentar só com queixas visuais, como estreitamento do campo visual ou a sensação de que tudo está escurecendo.
- Sintomas gastrointestinais isolados podem confundir e podem ser os únicos sinais de apresentação.
- O abuso de opioide também cursa com miose, apneia, convulsões etc.
- Link para a ferramenta CHEMM-IST (Chemical Hazards Emergency Medical Management Intelligent Syndromes Tool)
Tratamento
- O tratamento consiste em medidas de suporte e administração repetida dos antídotos específicos do agente neurotóxico.
- Os antídotos específicos e o tratamento de suporte podem ter de ser iniciados antes da descontaminação.
- Link para Antídotos Específicos do Agente Neurotóxico, na seção hospitalar
- Link para Tratamento do Agente Neurotóxico — Instruções do autoinjetor
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida Pediátrico
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Pediátrico
Zonas quente/morna
Estabeleça as zonas quente/morna — incluindo os locais de triagem, descontaminação e retriagem nas zonas quente/morna
Se pacientes contaminados chegarem ao pronto-socorro, eles precisam ser descontaminados antes de entrar no serviço. A descontaminação só pode acontecer dentro do hospital se houver instalação própria com pressão de ar negativa e ralos que contenham a contaminação.
Os socorristas devem estar treinados e adequadamente paramentados antes de entrar nas zonas quente/morna. Se o equipamento adequado não estiver disponível, ou se os socorristas não tiverem treinamento para usá-lo, peça apoio conforme os guias operacionais locais de emergência (EOG). Esse apoio pode vir das equipes HAZMAT locais, de parceiros em auxílio mútuo, do sistema metropolitano de resposta mais próximo (MMRS) e do U.S. Soldier and Biological Chemical Command (SBCCOM) — Edgewood Research Development and Engineering Center. O SBCCOM pode ser contatado (das 7:00 AM às 4:30 PM EST pelo 410-671-4411 e das 4:30PM às 7:00AM EST pelo 410-278-5201), pedindo pelo oficial de serviço.
Zonas quente/morna
Identificação do agente
Os agentes neurotóxicos são os mais tóxicos entre os agentes químicos de guerra conhecidos. São quimicamente semelhantes aos pesticidas organofosforados e exercem seus efeitos biológicos inibindo as enzimas acetilcolinesterase.
- Os agentes nervosos podem causar perda de consciência e convulsões em segundos, e morte por insuficiência respiratória em minutos após a exposição.
Agentes nervosos voláteis (vapor)
- O vapor de agente neurotóxico é prontamente absorvido por inalação e por contato ocular, e produz efeitos locais e sistêmicos rápidos.
- Os agentes do tipo G são líquidos claros, incolores e insípidos, miscíveis em água e na maioria dos solventes orgânicos.
- O GB é inodoro e é o agente neurotóxico mais volátil; evapora, porém, a uma taxa próxima à da água. O GA tem odor levemente frutado e o GD, leve odor de cânfora.
Agentes neurotóxicos de baixa volatilidade (líquidos)
- O agente neurotóxico líquido é prontamente absorvido pela pele; os efeitos, porém, podem tardar de vários minutos até 18 hours.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- O VX é um líquido oleoso, claro, cor de âmbar e inodoro. É miscível em água e solúvel em todos os solventes. É o agente neurotóxico menos volátil.
- Os socorristas devem buscar ajuda para identificar a(s) substância(s) pela forma dos recipientes, painéis, rótulos, documentos de transporte e testes analíticos. Informação geral sobre essas técnicas de identificação está no Emergency Response Guidebook.
- Ferramentas de identificação — CHEMM-IST, WISER, propriedades químicas dos agentes nervosos
- Dispositivos — papel detector de agentes químicos M8 e M9 (agentes líquidos), detectores M18A3 (vapor), kit detector M256A1 (líquido e vapor), kit Draeger CDS (vapor e aerossol), Hazmat Smart Strips (qualitativo), kit detector de agentes químicos C2 (líquido e vapor), Chemical Agent Monitor (CAM) (vapor)
- Uma fonte abrangente para a seleção de equipamentos de identificação química é o Guide for the Selection of Chemical Detection Equipment for Emergency First Responders, Guide 100-06, January 2007, 3rd Edition, publicado pelo Department of Homeland Security para auxiliar nesse processo.
Proteção do socorrista
O agente nervoso é um veneno sistêmico altamente tóxico, facilmente absorvido por inalação e pela pele. Vítimas expostas apenas ao vapor de agente nervoso não representam risco de contaminação secundária para os socorristas, mas não tente reanimação sem uma barreira. Vítimas cuja roupa ou pele esteja contaminada com agente nervoso líquido podem contaminar secundariamente o pessoal de resposta por contato direto ou pelo vapor liberado. Evite contato dérmico com vítimas contaminadas por agente nervoso ou com o conteúdo gástrico de vítimas que possam ter ingerido materiais contendo agente nervoso.
EPI exigido: nível B-C
É mais provável que EPI de nível B-C seja adequado. Nível A pode ser necessário se o hospital estiver próximo do local da exposição e/ou se houver preocupação com exposição a vapor (acione o HAZMAT para EPI de nível A).
Proteção respiratória: equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva é recomendado em situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de agente nervoso.
Proteção da pele: vestimenta de proteção química é recomendada porque tanto o vapor de agente nervoso (em doses de exposição altas) quanto o líquido podem ser absorvidos pela pele e produzir toxicidade sistêmica.
- Nível A — a vestimenta de proteção de nível A é o grau mais alto de proteção. Inclui equipamento autônomo de respiração (SCBA) com traje totalmente encapsulado e estanque a vapor, com luvas e botas acopladas ao traje (os cilindros duram de 1/2 hour a 1 hour).dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Nível B — exige SCBA, mas tem proteção de pele menor. Os trajes de nível B são resistentes a produtos químicos e feitos para respingo de líquido, não para risco de gás ou vapor. Um soldado jovem aguenta cerca de 2 hours em dia quente com mangueira de ar externa.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- O nível C é semelhante ao B, com exceção do tipo de proteção respiratória. O SCBA é substituído por respirador purificador de ar.
- A vestimenta de nível D é usada quando não há risco respiratório nem risco dérmico relevante. Para o pessoal hospitalar, o nível D inclui pijama cirúrgico, óculos de segurança, propés e, possivelmente, protetor facial.
Link para a seção de referência com informações de segurança sobre EPI em evento agudo
Triagem
A triagem de vítima química se baseia na capacidade de deambular, no estado respiratório, na idade e em lesões convencionais associadas. O oficial de triagem precisa conhecer a evolução natural da lesão em questão, os recursos médicos disponíveis de imediato, o fluxo de vítimas atual e provável e a capacidade de evacuação médica.
Para a vítima exposta a agente neurotóxico que chega com sintomas multissistêmicos graves, os antídotos e o cuidado de suporte podem salvar a vida se iniciados imediatamente.
Padrões de triagem de vítimas em massa
- Triagem SALT de múltiplas vítimas — recomendação do governo dos Estados Unidos
- Algoritmo START de triagem de adultos
- Algoritmo JumpSTART de triagem pediátrica
Princípios gerais de triagem para exposições químicas
- Confira o cartão/etiqueta de triagem quanto a tratamento ou triagem anteriores.
- Procure sinais de trauma associado ou de lesão por explosão.
- Observe sudorese, respiração laboriosa, tosse/vômito e secreções.
- A vítima grave é triada como imediata quando precisa de ventilação assistida.
- Em lesão por explosão ou outro trauma em que haja dúvida sobre exposição química, a vítima deve ser classificada como imediata na maioria dos casos. A vítima de explosão apresenta efeitos tardios, como SDRA, entre outros.
- Vítima leve/moderada: autoajuda ou ajuda mútua, triagem como tardia ou mínima, e a liberação depende de acompanhamento e orientações rigorosos.
- Havendo exposição química que possa causar sinais e sintomas tardios porém graves, a supertriagem é considerada adequada, encaminhando a vítima a serviços capazes de observar e manejar sintomas de início tardio.
- Nos eventos com múltiplas vítimas, a categoria expectante reúne quem sofreu parada cardíaca, parada respiratória ou convulsões contínuas de imediato. Não se devem gastar recursos com essas vítimas quando há grande número de pessoas precisando de cuidado e transporte com recursos escassos.
- Dentro de uma mesma categoria, priorize a criança e a gestante em relação ao adulto não gestante.
Triagem específica do agente neurotóxico
- Sintomas graves — incluem inconsciência, convulsões, apneia e paralisia flácida.
- Sintomas leves/moderados — incluem edema localizado, fasciculações musculares, náusea e vômito, fraqueza e falta de ar.
- O paciente consciente e com controle muscular completo precisará de cuidado mínimo.
- O paciente com história de possível exposição apenas a vapor (sem possibilidade de exposição a líquido) e sem sinais de exposição ao chegar ao serviço de saúde não foi exposto (porque esses efeitos ocorrem em segundos a minutos após a exposição). Pode receber alta.
- Os efeitos tardios da exposição da pele ao agente neurotóxico líquido podem levar até 18 hours para aparecer.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- O paciente com exposição inalatória que se queixa de dor torácica, aperto no peito ou tosse deve ser observado e examinado periodicamente por 6 to 12 hours, para detectar bronquite, pneumonia, edema pulmonar ou insuficiência respiratória de início tardio.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- O paciente exposto ao vapor de agente neurotóxico que chega ao serviço apenas com miose e/ou rinorreia leve não precisa ser internado. Todos os demais expostos ao agente neurotóxico devem ser hospitalizados e observados de perto.
| Triagem de vítimas de agente neurotóxico | |
| Imediato (1) | Efeitos — Inconsciente, falando mas sem andar, efeitos moderados a graves em dois ou mais sistemas (por exemplo, respiratório, gastrointestinal, parada cardíaca, muscular, SNC) |
| Sinais clínicos — em convulsão ou pós-ictal, insuficiência respiratória grave, parada cardíaca recente | |
| Tardio (2) | Efeitos — em recuperação da exposição ao agente ou do antídoto |
| Sinais clínicos — secreções diminuídas, respiração melhorando | |
| Mínimo (3) | Efeitos — andando e falando |
| Sinais clínicos — pupilas puntiformes, coriza e dificuldade respiratória leve a moderada | |
| Expectante (4) (com recursos limitados) | Efeitos — Inconsciente |
| Sinais clínicos — parada cardíaca/respiratória de longa duração |
Lembretes de ABC
A velocidade é crítica. Se a vítima estiver sintomática, institua imediatamente as medidas de suporte de vida de emergência, incluindo o uso dos antídotos específicos do agente neurotóxico. Garanta rapidamente que a vítima tenha via aérea pérvia e esteja ventilando bem. Assista a ventilação com bolsa-válvula-máscara equipada com filtro ou canister, se necessário. Mantenha circulação adequada. Pode ser preciso administrar o antídoto (atropine) para viabilizar a ventilação. Estabilize a coluna cervical com colar descontaminável e prancha rígida se houver suspeita de trauma. Comprima diretamente para conter sangramento intenso, se houver.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Link para a seção de Tratamento com Antídoto/Medicação Anticonvulsivante do Agente Neurotóxico
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida Pediátrico
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Pediátrico
- Link para Avaliação Primária e Secundária
Via de exposição
- Inalação — os agentes neurotóxicos são prontamente absorvidos pelo trato respiratório. Coriza e aperto na garganta ou no peito começam em segundos a minutos após a exposição. O vapor é mais pesado que o ar. O odor não dá aviso adequado para a detecção.
- Contato com pele/olhos — os agentes neurotóxicos líquidos são prontamente absorvidos pela pele e pelos olhos. O vapor não é absorvido pela pele, exceto em concentrações muito altas. Os efeitos oculares podem vir tanto do contato direto quanto da absorção sistêmica. A natureza e o tempo dos sintomas após contato dérmico com agente líquido dependem da dose; os efeitos podem tardar várias horas.
- Ingestão — espera-se que seja relativamente rara em comparação com a exposição inalatória ou o contato com a pele; ainda assim, os agentes são prontamente absorvidos pelo trato gastrointestinal e são altamente tóxicos.
Sinais e sintomas clínicos
O agente neurotóxico induz toxicidade principalmente por inalação e por contato com pele/olhos. Ocasionalmente pode haver ingestão.
O início de ação do vapor inalado pode ser quase instantâneo, causando efeitos locais e sistêmicos. O líquido, prontamente absorvido pela pele, pode causar efeitos sistêmicos em minutos e até 18 hours depois.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Respiratório: a inalação do vapor causa efeitos no trato respiratório em segundos a minutos. Os sintomas incluem aumento da rinorreia e das secreções brônquicas e aperto no peito por contração da musculatura brônquica.
- SNC: dose alta — convulsões, perda de consciência, apneia. Outros sinais e sintomas incluem irritabilidade, perda de memória, fadiga e alterações comportamentais e psicológicas.
- Cardiovascular: potencialmente até três fases, de duração variável — taquicardia transitória, com ou sem hipertensão (minutos), seguida de bradicardia e hipotensão. A fase final começa horas a dias após a exposição, com prolongamento do QT e tendência a arritmias malignas. Em um estudo de toxicidade por organofosforado, 42 % tiveram arritmia cardíaca, com torsades de pointes em 37 % dos casos.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Gastrointestinal: dor abdominal, náusea e vômito, diarreia são manifestações comuns de qualquer exposição. Podem ser o primeiro efeito sistêmico da exposição cutânea. Sintomas gastrointestinais dentro de uma hora da contaminação dérmica indicam intoxicação grave.
- Musculatura esquelética: os agentes neurotóxicos estimulam o músculo esquelético, produzindo contrações e fasciculações. Isso leva à fadiga e à paralisia flácida.
- Metabólico: sudorese.
- Ocular: os sintomas podem vir de efeito local por exposição a vapor ou como manifestação de absorção sistêmica. Pupilas puntiformes, dor ocular, conjuntivite e lacrimejamento aumentado são comuns (na absorção sistêmica, as pupilas puntiformes podem não aparecer de imediato) .
- Link para Síndromes Tóxicas
- Link para Avaliação Primária e Secundária
Diagnóstico diferencial
- O diagnóstico na pessoa gravemente intoxicada é direto. A combinação de miose, secreções abundantes, broncoespasmo, fasciculações musculares generalizadas e convulsões é característica.
- Procure a miose com atenção (se presente, ajuda). A miose pode não estar presente no início após exposição a agente de baixa volatilidade.
- Uma exposição leve a vapor pode simular rinite/conjuntivite alérgica na criança.
- Sintomas gastrointestinais isolados podem confundir e podem ser os únicos sinais de apresentação.
- O abuso de opioide também cursa com miose, apneia, convulsões etc.
- Link para a ferramenta CHEMM-IST (Chemical Hazards Emergency Medical Management Intelligent Syndromes Tool)
Vulnerabilidades pediátricas/obstétricas/geriátricas
- Os agentes neurotóxicos podem atravessar a barreira hematoencefálica com mais facilidade na criança do que no adulto. A criança pode manifestar apenas efeitos no SNC.
- Crianças com menos de quatro anos em estado de mal epiléptico têm o risco mais alto de morte.
- A menor massa corporal, por si só, reduz a dose de agente neurotóxico necessária para efeito tóxico/letal. Estudos em animais mostraram que a dose letal do agente no animal imaturo é 10 % da do adulto.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Com frequência respiratória e volume-minuto mais altos que os do adulto, a criança inala dose maior do agente.
- O menor diâmetro da via aérea, o estreitamento subglótico anatômico, a epiglote em ômega, a língua relativamente grande e as costelas e traqueia menos rígidas tornam a criança mais vulnerável à lesão pelo agente neurotóxico — broncoespasmo e secreção abundante.
- Há poucos relatos de caso sobre toxicidade fetal por exposição a agente neurotóxico/organofosforado.
- Há alta incidência de trabalho de parto prematuro após exposição a organofosforado quando o tratamento materno foi retardado.
- Link para Avaliação Primária e Secundária
Tratamento nas zonas quente/morna
Suporte — link para a seção de referência de Suporte Básico e Avançado de Vida
Doses do antídoto e da medicação anticonvulsivante: ( Instruções do autoinjetor )
Consulte um toxicologista médico ou um centro de intoxicações pelo número gratuito nacional 1-800-222-1222 para orientação adicional sobre a dose do antídoto. Atualmente existem duas formulações de autoinjetor de atropine/pralidoxime:dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Kit Mark 1 — cada kit contém um autoinjetor de 600 mg pralidoxime e um autoinjetor de 2 mg atropinedose/fármaco conforme a fonte ↗
- Duodote — um único autoinjetor contém aproximadamente 600 mg de pralidoxime e 2 mg de atropinedose/fármaco conforme a fonte ↗
- Em geral, o tratamento do envenenamento grave por agente nervoso exige doses totais de atropine menores que as necessárias para o tratamento de compostos organofosforadosdose/fármaco conforme a fonte ↗
- Em casos graves de toxicidade por agente nervoso após exposição a vapor (isto é, paciente apneico e inconsciente), pode ser necessário até 15 mg de atropine para restaurar a consciência e a respiração. Tipicamente, a atropine não foi necessária por mais de 3 hours (3 horas) para tratar os efeitos que ameaçam a vida. Efeitos que não ameaçam a vida, como náusea e vômito, exigiram atropine por 6-36 hours (6 a 36 horas).dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Ingestões de organofosforado exigiram centenas de mg por dia de atropinedose/fármaco conforme a fonte ↗
- Se as contramedidas tradicionais não estiverem disponíveis, veja Contingency Medical Countermeasures for Treating Nerve Agent Poisoning (PDF - 511 KB) (HHS/ASPR)
Efeitos leves:
- Miose isolada ( sem sintomas respiratórios) — sem antídotos. Contudo, se a dor ocular/cefaleia ou náusea e vômito (na ausência de outros sinais sistêmicos que sugiram exposição a líquido) forem intensos, use colírio de atropine.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Miose e rinorreia intensa — Atropine (use autoinjetores, se disponíveis). Atropine Autoinjector/IM † * Lactente (0-2 yrs) 0.05 mg/kg IM ou por autoinjetor (há apresentações de 0.25 e 0.50 mg) Criança (3-7 yrs) 1 mg autoinjetor/IM Criança (8-14 yrs) 2 mg autoinjetor/IM Adolescente/Adulto 2 mg autoinjetor/IM Gestante 2 mg autoinjetor/IM Idoso 1 mg autoinjetor/IMdose/fármaco conforme a fonte ↗
Efeitos leves/moderados:
- Incluem edema localizado, fasciculações musculares, náusea e vômito, fraqueza e falta de ar. Utilize autoinjetores, se disponíveis. Pode-se usar autoinjetor de 600 mg 2PAM Cl em lactente a partir de 12 kg. Atropine Autoinjector/IM † * 2-PAM Cl 600mg Autoinjector/IM † * Lactente (0-2 yrs) 0.05 mg/kg IM ou por autoinjetor (há apresentações de 0.25 e 0.50 mg) 15 mg/kg IM ou 25 mg/kg IV over 20-30 minutes Criança (3-7 yrs) 1 mg 1 (1mg) autoinjetor/IM 15 mg/kg/IM Pode usar 1 autoinjetor/IM (600mg) ‡ ou 25 mg/kg IV over 20-30 minutes Criança (8-14 yrs) 26-50 kg 2 mg 1 (2mg) autoinjetor/IM 15 mg/kg/IM Pode usar 1 autoinjetor/IM (600mg) ‡ ou 25 mg/kg IV over 20-30 minutes Adolescente/Adulto 2-4 mg 1-2 (2mg) autoinjetor(es)/IM 1 autoinjetor/IM (600mg) ou (1 gm) IV over 20-30 minutes Gestante 2-4 mg 1-2 (2mg) autoinjetor(es)/IM 1 autoinjetor/IM (600mg) ou (1 gm) IV over 20-30 minutes Idoso 2 mg 1 (2mg) autoinjetor/IM 10 mg/kg IM 1 autoinjetor/IM (600mg) ou 10 mg/kg IV over 20-30 minutesdose/fármaco conforme a fonte ↗
- Repita a dose inicial (2 mg max) de atropine por autoinjetor (preferível) ou IM a cada 5 - 10 minutes, até minimizar dispneia, resistência à ventilação e secreções.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Se a resistência à ventilação for significativa, exigindo repetição da dose em menos de 5 minutes (5 minutos), utilize as doses mais altas e a frequência aumentada descritas na seção de efeitos graves, abaixodose/fármaco conforme a fonte ↗
- Trate vômitos e diarreia de exposição a líquido de forma semelhante.
- A dose IM regular de atropine pode levar 20-25 minutes (20 a 25 minutos) para ter efeito terapêutico (contra 8 minutes — 8 minutos — com autoinjetor).dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Pode-se repetir a pralidoxime — até o total de 45 mg/kg na primeira hora.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Pode-se repetir a pralidoxime — até 45 mg/kg 1 hour após o tratamento inicial.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Efeitos graves — dose inicial:
- Incluem inconsciência, convulsões, apneia, paralisia flácida e necessidade de ventilação assistida (insuficiência respiratória grave). A atropine I.V. produziu fibrilação ventricular em animais hipóxicos intoxicados por agente neurotóxico. Por isso recomenda-se corrigir a hipóxia antes de administrar atropine. Ainda assim, a atropine não deve ser suspensa por receio dessa complicação. É preferível usar autoinjetor de atropine na primeira dose do paciente hipóxico exposto ao agente.dose/fármaco conforme a fonte ↗
| Atropine † * | 2-PAM Cl † *dose/fármaco conforme a fonte ↗ | |
| Lactente (0-2 yrs — 0 a 2 anos) | 0.1 mg/kg dado IM ou por autoinjetor (existem as apresentações de 0.25 e 0.50 mg) ou 0.1 mg/kg IV | 45 mg/kg IM — 50 mg/kg IV over 20-30 minutes (em 20 a 30 minutos)dose/fármaco conforme a fonte ↗ |
| Criança (3-7 yrs — 3 a 7 anos) 13-25 kg | 0.1 mg/kg IM/IV — 1 autoinjetor (2 mg)/IM | 45 mg/kg IM — use 1 autoinjetor (600 mg) ‡ ou 50 mg/kg IV over 20-30 minutesdose/fármaco conforme a fonte ↗ |
| Criança (8-14 yrs — 8 a 14 anos) 26-50 kg | 4 mg IM/IV — 2 autoinjetores (2 mg)/IM | 45 mg/kg IM — use 2 autoinjetores (1200 mg) ‡ ou 50 mg/kg over 20-30 minutes (max 2 gm)dose/fármaco conforme a fonte ↗ |
| Adolescente (>14yrs — acima de 14 anos)/Adulto | 6 mg IM/5 mg IV — 3 autoinjetores (2 mg) | use 3 autoinjetores (1800 mg) ou 50 mg/kg over 20-30 minutes (max 2 gm)dose/fármaco conforme a fonte ↗ |
| Gestantes | 6 mg IM/5 mg IV — 3 autoinjetores (2 mg) | use 3 autoinjetores (1800 mg) — 50 mg/kg over 20-30 minutes (max 2 gm)dose/fármaco conforme a fonte ↗ |
| Idosos | 2-4 mg IM/IV — 1-2 autoinjetores (2 mg) | 25 mg/kg IM — use 2-3 autoinjetores (1200-1800 mg) — 25 mg/kg IV over 20-30 minutesdose/fármaco conforme a fonte ↗ |
- Repita atropine 2 mg de atropine por autoinjetor (preferível) ou IM (criança 8-14, adolescentes, adultos, gestantes e idosos), 0.05 mg/kg (0.25 mg - 0.50 mg) (lactente 0-3) e 1 mg (criança 3-7) em intervalos de 2 -5 minute (2 a 5 minutos) até que as secreções tenham diminuído, a respiração esteja confortável e a resistência de via aérea tenha voltado ao normal.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Se houver acesso IV disponível e for clinicamente indicado, utilize a repetição da dose IV conforme recomendado na seção de Tratamento Avançado
- Repita a dose de 2PAM Cl de hora em hora X 2; se for clinicamente possível, inicie 2 PAM Cl em infusão contínua. Link para o Tratamento Avançado — manejo no pronto-socorro/hospital.
Tratamento das convulsões:
- Diazepam ou midazolam devem ser dados a todos os pacientes com atividade convulsiva, inconsciência, abalos musculares difusos, e se mais de 1 órgão estiver envolvido. Os militares dão diazepam como parte da terapia inicial para qualquer paciente gravemente doente exposto a agente nervoso. Utilizada cedo, a atropine pode funcionar como anticonvulsivante. Os benzodiazepínicos são a medicação anticonvulsivante mais eficaz na toxicidade por agente nervoso.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Se disponível, a administração IV de diazepam é a via preferível para o tratamento das convulsões. Dose inicial: Diazepam † * — Midazolam ‡ *. Lactente: diazepam 0.2-0.5 mg/kg IM repetir Q2-5 min (a cada 2 a 5 minutos); midazolam 0.15 mg/kg IM, repetir se necessário em 10 minutes X 2, 0.2-0.5 mg/kg IV/IO Q15-30 minutes X 1. Dose máxima total 5 mg. Dose máxima total 0.3 mg/kg. Criança: diazepam 0.2-0.5 mg/kg IM repetir Q2-5 min; midazolam 0.15 mg/kg IM, não exceder 10 mg, repetir se necessário em 10 minutes X2, 0.2-0.5 mg/kg IV/IO Q15-30 minutes X 1. Dose máxima total 5 mg (<5yrs — abaixo de 5 anos). Dose máxima total 0.3 mg/kg, não exceder 20 mg. Dose máxima total 10 mg (≥5yrs — 5 anos ou mais) — 1 autoinjetor CANA. Adolescente: 2-3 autoinjetores CANA; midazolam 0.15 mg/kg IM, máximo 10 mg, repetir se necessário em 10 minutes; 5-10 mg IV/IO Q10-15 min X 1. Dose máxima total 30 mg. Dose máxima total 20 mg. Adulto: 2-3 autoinjetores CANA; 10 mg IM, repetir se necessário em 10 minutes; 5-10 mg IV/IO Q10-15 min X 1. Dose máxima total 30 mg. Dose máxima total 20 mg. Gestantes: 2-3 autoinjetores CANA; 10 mg IM, repetir se necessário em 10 minutes; 5-10 mg IV/IO Q10-15 min X 1. Dose máxima total 30 mg. Dose máxima total 20 mg, Categoria D *. Idoso: 2-3 autoinjetores CANA; 10 mg IM, repetir se necessário em 10 minutes; 5-10 mg IV/IO Q10-15 min X 1. Dose máxima total 30 mg. Dose máxima total 20 mg. Observação: 1 autoinjetor CANA contém 10 mg de diazepam. † Aprovado pela FDA para esta indicação — o uso do autoinjetor de 2-PAM em pediatria é off-label. ‡ Não aprovado pela FDA para esta indicação / uso off-label. * Categorias de gravidez: consulte o DailyMed sobre as categorias de gravidez e informação adicional relacionada à gravidez. Remoção das vítimas: se as vítimas conseguem andar, conduza-as para fora das zonas quente/morna até a zona de descontaminação. Vítimas que não conseguem andar podem ser removidas em pranchas rígidas ou macas; se estas não estiverem disponíveis, carregue ou arraste as vítimas com cuidado até um local seguro. Havendo grande número de vítimas, e se os recursos de descontaminação permitirem, devem ser estabelecidos corredores de descontaminação separados para as vítimas que andam e as que não andam. Considere o manejo apropriado de crianças contaminadas quimicamente, como medidas para reduzir a ansiedade de separação se a criança for separada de um dos pais ou de outro adulto. Link para Manejo dos Falecidos.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Zona de descontaminação
A descontaminação rápida é crítica para impedir mais absorção pelo paciente e para evitar a exposição de outras pessoas. Por causa da alta toxicidade, da absorção rápida e da volatilidade, é pouco provável que um paciente levado a uma unidade de saúde tenha agente nervoso na pele. Porém, algum agente nervoso pode permanecer no cabelo ou na roupa e deve ser descontaminado, se isso ainda não tiver sido feito.
Zona de descontaminação
Proteção do socorrista
O pessoal deve continuar usando o mesmo nível de proteção exigido na zona quente.
Link para Zonas quente/morna — Proteção do socorrista
Se os níveis de exposição forem considerados seguros, a descontaminação pode ser conduzida por pessoal usando um nível de proteção inferior ao da zona quente. Porém, não tente reanimação sem uma barreira.
Lembretes de ABC
A rapidez é crítica. Se a vítima estiver sintomática, institua imediatamente as medidas de suporte de vida de emergência, incluindo o uso dos antídotos específicos de agente nervoso. O tratamento deve ser dado simultaneamente aos procedimentos de descontaminação. Garanta rapidamente que a vítima tenha uma via aérea pérvia e esteja ventilando bem. Assista a ventilação com dispositivo bolsa-válvula-máscara equipado com canister ou filtro de ar, se necessário. Mantenha circulação adequada. A administração de atropine pode ser necessária para viabilizar a ventilação. Estabilize a coluna cervical com um colar descontaminável e uma prancha rígida se houver suspeita de trauma. Pressão direta deve ser aplicada para controlar sangramento intenso, se houver.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida Pediátrico
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Pediátrico
- Link para Avaliação Primária e Secundária
Antídotos / medicações anticonvulsivantes
Se clinicamente indicado, administre a dose inicial ou repetida de atropine, pralidoxime e das medicações anticonvulsivantes. Se possível, use um sistema para rastrear os antídotos administrados.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Link para Tratamento nas Zonas Quente/Morna Descontaminação básica Considerações de montagem Instruções de lavagem Em caso de ingestão, não induza vômito. Se a vítima estiver alerta, assintomática e com reflexo de vômito preservado, administre suspensão de activated charcoal (administre a 1 gm/kg, dose adulta usual 60-90 g, dose infantil 25-50 g). Uma lata de refrigerante e um canudo podem ajudar a oferecer o carvão à criança (considere sonda nasogástrica — se possível, contate o pronto-socorro antes de usar sonda nasogástrica em lactente e criança [risco versus benefício de induzir vômito na passagem da sonda]).dose/fármaco conforme a fonte ↗
Descontaminação do socorrista
- Comece lavando o EPI do socorrista com solução de água e sabão e escova macia. Sempre no sentido de cima para baixo (da cabeça aos pés). Não deixe de alcançar todas as áreas, principalmente as dobras da roupa. Lave e enxágue (com água fria ou morna) até remover completamente o contaminante.
- Loção de descontaminação reativa da pele (RSDL) — feita para ser levada por socorristas e militares, esta loção mostrou-se altamente eficaz em remover e/ou neutralizar grupos de agentes químicos de guerra. O RSDL teve desempenho significativamente melhor que o dispositivo equivalente contra os agentes testados. O aplicador em esponja remove imediatamente o agente da pele e o agente é quimicamente convertido em forma não tóxica. Uma vez descontaminado o agente, o RSDL deixa um resíduo não tóxico que pode ser enxaguado quando as condições operacionais permitirem.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Evite combinar água sanitária (hipoclorito) com RSDL — a combinação é combustíveldose/fármaco conforme a fonte ↗
- Links — informações de base sobre o RSDLdose/fármaco conforme a fonte ↗
- Retire o EPI enrolando para baixo (da cabeça aos pés) e evite puxá-lo por cima da cabeça. Retire o SCBA depois dos demais EPIs.
- Coloque todo o EPI em sacos de polietileno resistentes de 6-mil, identificados.
Descontaminação de lactentes e crianças
- Vídeo: Descontaminação de Lactentes e Crianças (HHS/AHRQ, Children's Hospital Boston) ( Assistir ao vídeo ) O material Decontamination of Children (HHS/AHRQ) demonstra a descontaminação passo a passo em tempo real e treina o profissional nas particularidades do atendimento a lactentes e crianças, que exigem atenção especial na descontaminação.
Manejo de feridas
- Link para Manejo de Feridas
Referências
- Medical Management of Chemical Casualties Handbook, 2nd edition, September, 1995
- Braue EH, Boardman CH. Decontamination of Chemical Casualties
- Jagminas L. CBRNE - Chemical Decontamination (eMedicine)
Área de tratamento
Área de tratamento
Re-triagem da área de tratamento
Após a descontaminação, o paciente deve ser reavaliado, observando mudança de categoria de triagem (se houver), a necessidade ou o ajuste da terapia de suporte e o início ou a continuação dos antídotos específicos do agente neurotóxico.
O paciente exposto a vapor que apresenta miose e rinorreia não precisará de cuidado, a não ser que: (a) tenha dor ocular ou cefaleia ou náusea e vômito; nessas circunstâncias, atropine ou homatropine tópica no olho deve aliviar os sintomas, e o paciente pode receber alta em cerca de uma hora; oudose/fármaco conforme a fonte ↗
(b) a rinorreia seja muito intensa; nessas circunstâncias, atropine IM (2 mg no adulto e 0.05 mg/kg na criança) deve aliviá-la, e o paciente pode receber alta em cerca de uma hora.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Atropine e homatropine tópicas não devem ser usadas de rotina para miose, porque causam comprometimento visual por cerca de 24 hours.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Tratamento avançado
Exposição grave
- Revise via aérea, respiração, circulação, estado neurológico e exposição. Coloque o paciente em decúbito lateral esquerdo, de preferência com a cabeça mais baixa que os pés, para reduzir o risco de aspiração do conteúdo gástrico. Ofereça oxigênio em alto fluxo, se disponível. Intube o paciente se a via aérea ou a respiração estiverem comprometidas. Trate as lesões associadas.
- Obtenha acesso IV e administre 1-3 mg, (0.02 mg/kg em lactentes) de atropine † * em bolus, conforme a gravidade. Instale infusão de soro fisiológico 0.9 %; a meta é manter a PA sistólica >80 mmHg e o débito urinário >0.5 ml/kg/hr.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- A atropine não deve ser dada por via IV, se possível evitar, no paciente hipóxico exposto a agente neurotóxico ou organofosforado. A atropine IV produziu regularmente fibrilação ventricular em animais de teste nessas situações clínicas. Dê ao menos a dose inicial IM por autoinjetor. A dose IM comum pode levar 20-25 minutes para ter efeito terapêutico.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Registre frequência de pulso, pressão arterial, tamanho pupilar, presença de sudorese e achados de ausculta no momento da primeira dose de atropine.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Administre pralidoxime chloride † * 1- 2 g IV over 20-30 mins (25-50 mg/kg) em um segundo acesso; siga com infusão de pralidoxime 0.5-1 g/hr (10-20mg/kg) em soro fisiológico 0.9 %. Se não houver bomba de infusão, repita a dose de 2PAM Cl a cada hora X 2 conforme a necessidade e depois repita Q6-12 h conforme a necessidade.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Não administre a dose de ataque rápido demais, porque causa vômito, taquicardia e hipertensão diastólica.
- Cinco minutos depois de dar a atropine, cheque pulso, pressão arterial, tamanho pupilar, sudorese e ausculta pulmonar. Se não houver melhora, dobre a dose original de atropine.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Continue reavaliando a cada 5 mins — dobre as doses de atropine enquanto não houver resposta. Assim que os parâmetros começarem a melhorar, não é preciso dobrar cada dose.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Dê bolus de atropine até a frequência cardíaca ficar > 80 bpm, a PA sistólica >80 mmHg (veja os valores de SINAIS VITAIS PEDIÁTRICOS ) e a ausculta pulmonar ficar limpa (lembrando que a atropine não limpa áreas focais de aspiração). A sudorese em geral também cessa. Taquicardia não é contraindicação à atropine, pois pode ter muitas causas. É comum as pupilas dilatarem; isso, porém, não é um bom alvo para a atropinização inicial, porque o efeito máximo demora. Pupilas muito dilatadas, por outro lado, costumam indicar toxicidade pela atropine. Teste a acuidade visual.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Com o paciente estável, inicie infusão de atropine com cerca de 10-20 % por hora da dose usada para atropinizá-lo inicialmente. Observe o paciente com frequência para ver se está recebendo demais ou de menos. Se for de menos, os sinais colinérgicos reaparecem depois de um tempo. Se for demais, o paciente fica agitado e febril e evolui com ausência de ruídos hidroaéreos e retenção urinária. Nesse caso, pare a infusão e espere 30-60 minutes para esses sinais cederem, recomeçando depois em velocidade menor.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Mantenha a infusão da oxima até não ser necessária atropine por 12-24 hrs e o paciente estar extubado.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Continue reavaliando a função respiratória. Intube e ventile o paciente quando o volume corrente ou a capacidade vital caírem abaixo de 5 ml/kg ou 15 ml/kg, respectivamente, quando houver episódios de apneia, ou PaO2 60 %. Link para a referência de Suporte Avançado de Vidadose/fármaco conforme a fonte ↗
- Tratamento das convulsões — diazepam † * ou midazolam ‡ * deve ser administrado a todo paciente com atividade convulsiva, inconsciência, contrações musculares difusas e quando >1 órgão está envolvido. O meio militar administra diazepam como parte da terapia inicial de qualquer paciente gravemente doente exposto a agente neurotóxico. Usada cedo, a atropine pode funcionar como anticonvulsivante. Os benzodiazepínicos são a medicação anticonvulsivante mais eficaz na toxicidade por agente neurotóxico. Controladas as convulsões, pode-se repetir doses de diazepam ou midazolam Q2-4 h conforme a necessidade. Se um benzodiazepínico não funcionar de início, tente o outro. Considere infusão contínua de midazolam, ketamine/anestesia no estado de mal refratário. Monitorização por EEG conforme a necessidade.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Revise regularmente a força dos flexores do pescoço no paciente consciente, pedindo que levante a cabeça do leito e a mantenha assim contra pressão na testa. Qualquer sinal de fraqueza indica risco de insuficiência respiratória periférica (síndrome intermediária — vista ocasionalmente na toxicidade por organofosforado, não associada a agente neurotóxico). Nesses pacientes, o volume corrente deve ser checado a cada 4 hrs. Valores menores que 5 ml/kg indicam intubação e ventilação.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Trate a agitação revendo a dose de atropine administrada e oferecendo sedação adequada com benzodiazepínicos. Um antipsicótico, como o haloperidol, pode ser usado, mas talvez seja menos eficaz na abstinência alcoólica, comorbidade frequente em pacientes que se autointoxicam. A contenção física do paciente agitado em ambiente quente traz risco de hipertermia grave — muito agravado pela atropine, que inibe as respostas normais de termorregulação, inclusive a sudorese. Por isso a sedação adequada é importante.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Respiratório — broncoespasmo: clinicamente parece estado de mal asmático; edema pulmonar — use oxigênio, broncodilatadores (atenção à vulnerabilidade aumentada a arritmias), ventilador etc. — link para ALS
- Cardíaco — monitorize arritmias — link para ALS
- Líquidos, eletrólitos, nutrição — a criança tem reserva hídrica menor e é mais vulnerável a perdas gastrointestinais; corrija a acidose; a lactante deve ordenhar e descartar o leite até a liberação médica.
- Cuidado ocular — trate a dor ocular e a miose (a atropine não reverte a miose).dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Monitorize com frequência a recorrência de crise colinérgica pela liberação de organofosforado lipossolúvel armazenado na gordura. Essa recorrência pode ocorrer por vários dias a semanas após a ingestão de alguns organofosforados. O paciente com sinais colinérgicos recorrentes precisará de nova dose de ataque de atropine.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Embora não tenha sido demonstrada na exposição a agente neurotóxico, monitorize o possível desenvolvimento da síndrome intermediária (IMS). É uma síndrome de paralisia muscular que ocorre em pacientes conscientes, tipicamente 24-96 hours (pode ser antes ou depois) após a ingestão de certos organofosforados (na sequência da síndrome colinérgica aguda tratada com atropine). A fraqueza muscular atinge predominantemente a musculatura proximal dos membros e a inervada pelos nervos cranianos. A IMS costuma vir acompanhada de insuficiência respiratória.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Exposição por ingestão — não induza vômito, pelo risco de aspiração pulmonar do conteúdo gástrico decorrente de parada respiratória abrupta, convulsão ou vômito. A descontaminação só deve ser considerada depois de o paciente estar estabilizado e tratado com oxigênio, atropine e uma oxima. Se o paciente estiver alerta e não tiver recebido carvão antes, administre suspensão de activated charcoal (eficácia questionável). Se a avaliação ocorrer em até duas horas da ingestão de quantidade substancial de organofosforado e o paciente estiver plenamente alerta ou intubado, considere lavagem gástrica (alguns estudos chineses recomendam lavagens múltiplas) [O conteúdo gástrico deve ser considerado potencialmente perigoso por contato com a pele ou inalação e deve ser isolado rapidamente].dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Pediátrico
- Link para Tratamento do Agente Neurotóxico — Instruções do autoinjetor
† Aprovado pela FDA para esta indicação
O uso do autoinjetor de 2-PAM em pediatria é off-labeldose/fármaco conforme a fonte ↗
‡ Não aprovado pela FDA para esta indicação / uso off-label
* Categorias de gravidez: consulte o DailyMed quanto às categorias de gravidez e a outras informações relacionadas à gestação.
Exames laboratoriais
Dosagens de colinesterase
- O diagnóstico de intoxicação por organofosforado/agente neurotóxico idealmente deve ser confirmado por dosagem da atividade de BuChE no plasma. A falta do exame, ou a demora para acessá-lo, não deve retardar o tratamento.
- Alguns organofosforados inibem a BuChE mais do que a AChE. Como a atividade da BuChE não se relaciona com a gravidade da intoxicação, sua inibição não serve para avaliar gravidade. Serve, porém, como marcador sensível de 1) exposição à maioria dos organofosforados ou a outro composto inibidor de colinesterase e 2) do momento em que o organofosforado foi eliminado do organismo.
- A AChE eritrocitária é bom marcador da função sináptica e da necessidade de atropine no paciente intoxicado por organofosforado/agente neurotóxico e, portanto, bom marcador de gravidade. Sintomas graves de toxicidade em geral estão presentes quando mais de 70 % da colinesterase eritrocitária está inibida. Não há, contudo, correlação entre a atividade da colinesterase e a gravidade dos sinais e sintomas tópicos (miose, rinorreia, dispneia). Um problema importante das dosagens de AChE é que a interação entre organofosforado, AChE e oximas continua se a amostra ficar em temperatura ambiente, mesmo por poucos minutos. Para resultado confiável, é essencial interromper a reação assim que o sangue é colhido, resfriando e diluindo a amostra. Do contrário, diferenças de poucos minutos no tempo de resfriamento entre coletas repetidas causam variação acentuada e dificultam a interpretação.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Os exames laboratoriais de rotina de todo paciente internado incluem hemograma, glicemia e eletrólitos séricos. Radiografia de tórax e oximetria de pulso (ou gasometria arterial) são recomendadas nas exposições graves.
Destino e acompanhamento
O paciente com exposição grave deve ser avaliado quanto a sinais e sintomas persistentes do SNC. Encaminhe adequadamente quem tiver sequela neuropsiquiátrica, pois provavelmente é secundária ao agente neurotóxico. O paciente deve ser orientado a evitar exposição a inseticida organofosforado até a atividade sequencial da colinesterase eritrocitária (medida em intervalos semanais a mensais) estabilizar na faixa normal, o que pode levar 3 to 4 months após intoxicação grave.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Link para a Referência de Neurologia/Psiquiatria
Link para Vigilância de Possíveis Emergências Químicas
Link para Manejo dos Falecidos
Instruções de acompanhamento
- Ligue para seu médico ou procure o pronto-socorro se aparecer qualquer sinal ou sintoma incomum nas próximas 24 hours, especialmente: tontura, perda de coordenação, perda de memóriadose/fármaco conforme a fonte ↗
- tosse, chiado ou falta de ar
- náusea, vômito, cólicas ou diarreia
- fraqueza muscular ou contrações musculares
- visão borrada
- Nenhuma consulta de retorno é necessária, a menos que você desenvolva algum dos sintomas listados acima.
- Ligue para marcar consulta com o(a) Dr(a). _____________ do serviço ___________________. Ao ligar para marcar, diga que foi atendido no pronto-socorro do Hospital ____________ por _______________ e foi orientado a ser visto de novo em ______ dias.
- Retorne ao pronto-socorro/ambulatório em __________ (data) às ____________ AM/PM para exame de acompanhamento.
- Não faça atividades físicas vigorosas por 1 a 2 dias.
- Você pode retomar as atividades do dia a dia, incluindo dirigir e operar máquinas.
- Não retorne ao trabalho por _______ dias.
- Você pode retornar ao trabalho de forma limitada. Veja as instruções abaixo.
- Evite exposição à fumaça de cigarro por 72 hours (72 horas); a fumaça pode piorar a condição dos seus pulmões.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Evite bebidas alcoólicas por pelo menos 24 hours (24 horas); o álcool pode agravar a lesão do seu estômago ou ter outros efeitos.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Evite tomar os seguintes medicamentos: ________________________________
- Você pode continuar tomando o(s) medicamento(s) que seu(s) médico(s) prescreveu(ram) para você: _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________
- Outras instruções: _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________
- Informe ao pronto-socorro o nome e o telefone do seu médico de referência, para que o serviço possa enviar a ele o registro do seu atendimento.
- Você ou seu médico pode obter mais informações sobre o produto químico entrando em contato com: ____________________________ ou ________________________, ou consultando os seguintes sites da internet: ________________________; ___________________________.
Adaptado de Medical Management Guidelines for Nerve Agents: Tabun (GA); Sarin (GB); Soman (GD); e VX (ATSDR/CDC)
Os PDFs são da fonte original, em inglês.