Manejo médico · CHEMM

Material para profissionais de saúde e de resposta a emergências.

Tradução referenciada das diretrizes públicas do CHEMM (Chemical Hazards Emergency Medical Management, HHS/ASPR — governo dos EUA). Não é diagnóstico nem prescrição deste portal; doses e nomes de fármacos permanecem como na fonte original, com o link ao lado — confira sempre no original antes de qualquer conduta. As recomendações da fonte não se destinam a uso médico-legal.

Tradução não oficial, feita por este portal e sem endosso, revisão ou vínculo do HHS/ASPR nem do governo dos EUA. O material de origem é de domínio público; a responsabilidade por esta versão em português é do Produtos Perigosos.

☎ 0800 722 6001 — Disque-Intoxicação (CIATox, 24h)

Traduzido de Mustard - Prehospital Management (CHEMM, HHS/ASPR — domínio público), fonte capturada em 2026-08-30. Em caso de dúvida, vale o original.

Mostarda — manejo pré-hospitalar

Panorama do manejo agudo

Identificação do agente

Proteção do socorrista

Triagem específica da mostarda

O paciente que chega direto do local da possível exposição (em 30 - 60 minutes) raramente terá sintomas. Quanto mais cedo os sintomas aparecem após a exposição, maior a chance de progredirem e ficarem graves.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Imediato — as vítimas de mostarda, sobretudo as com envolvimento ocular, costumam ser classificadas como imediatas para efeito de descontaminação. A descontaminação imediata, em até 2 minutes da exposição, pode reduzir o dano aos tecidos. A descontaminação mais tardia pode limitar a gravidade das lesões. Vítimas com queimadura por mostarda líquida em 50 % ou mais da superfície corporal, ou com queimadura menor associada a envolvimento pulmonar mais que mínimo (a dose letal mediana da mostarda líquida cobre cerca de 25 % da superfície corporal), têm prognóstico reservado e precisarão de terapia intensiva por semanas a meses (potencialmente em ambiente asséptico).dose/fármaco conforme a fonte ↗

Tardio — a maioria das vítimas de mostarda é classificada como tardia, tanto para o atendimento médico quanto para a descontaminação.

Mínimo — são as vítimas com lesão muito pequena (< 2 % da superfície corporal, em área não crítica).dose/fármaco conforme a fonte ↗

Expectante — em menos de 4 hours da exposição, vítimas com queimadura em 50 % ou mais da superfície corporal por exposição a líquido; sinais respiratórios baixos (dispneia).dose/fármaco conforme a fonte ↗

Categoria (prioridade)Tempo de inícioSinais clínicos
Imediato (1)< 4 up to 12 hours após a exposiçãoSinais respiratórios baixos (dispneia)dose/fármaco conforme a fonte ↗
Tardio (2)> 4 hours (olho e pele); ou > 12 hours (respiratório) após a exposiçãoLesão ocular com prejuízo visual; lesão de pele cobrindo 2 to 50 % da superfície corporal na exposição a líquido, ou qualquer queimadura de superfície na exposição a vapor; sintomas respiratórios baixos (tosse com expectoração, dispneia)dose/fármaco conforme a fonte ↗
Mínimo (3)> 4 hours após a exposiçãoLesão ocular menor sem prejuízo visual; lesão de pele < 2 % da superfície corporal em área não crítica; sintomas respiratórios altos leves (tosse, dor de garganta)dose/fármaco conforme a fonte ↗

Descontaminação

Via de exposição

Sinais e sintomas clínicos

Efeitos clínicos e tempo de início conforme a gravidade da exposição à mostarda sulfurada

Diagnóstico diferencial

Tratamento

Zonas quente/morna

Os socorristas devem estar treinados e adequadamente paramentados antes de entrar nas zonas quente/morna. Se o equipamento adequado não estiver disponível, ou se os socorristas não tiverem treinamento para usá-lo, peça apoio conforme os guias operacionais locais de emergência (EOG). Esse apoio pode vir das equipes HAZMAT locais, de parceiros em auxílio mútuo, do sistema metropolitano de resposta mais próximo (MMRS) e do U. S. Soldier and Biological Chemical Command (SBCCOM) — Edgewood Research Development and Engineering Center. O SBCCOM pode ser contatado (das 7:00 AM às 4:30 PM EST pelo 410-671-4411 e das 4:30PM às 7:00AM EST pelo 410-278-5201), pedindo pelo oficial de serviço.

Zonas quente/morna

Identificação do agente

Proteção do socorrista

Proteção respiratória e da pele: equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva sob demanda, nível A, é recomendado em situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de mostarda líquida ou vapor.

EPI exigido: nível A

Proteção respiratória: equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva é recomendado em situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de mostarda.

Proteção da pele: vestimenta de proteção química é recomendada por causa do potencial de queimaduras químicas, além da absorção sistêmica.

Triagem

A triagem de vítima química se baseia na capacidade de deambular, no estado respiratório, na idade e em lesões convencionais associadas. O oficial de triagem precisa conhecer a evolução natural da lesão em questão, os recursos médicos disponíveis de imediato, o fluxo de vítimas atual e provável e a capacidade de evacuação médica.

Padrões de triagem de vítimas em massa

Princípios gerais de triagem para exposições químicas

Triagem específica da mostarda

O paciente que chega direto do local da possível exposição (em 30 - 60 minutes) raramente terá sintomas. Quanto mais cedo os sintomas aparecem após a exposição, maior a chance de progredirem e ficarem graves.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Imediato — as vítimas de mostarda, sobretudo as com envolvimento ocular, costumam ser classificadas como imediatas para efeito de descontaminação. A descontaminação imediata, em até 2 minutes da exposição, pode reduzir o dano aos tecidos. A descontaminação mais tardia pode limitar a gravidade das lesões. Vítimas com queimadura por mostarda líquida em 50 % ou mais da superfície corporal, ou com queimadura menor associada a envolvimento pulmonar mais que mínimo (a dose letal mediana da mostarda líquida cobre cerca de 25 % da superfície corporal), têm prognóstico reservado e precisarão de terapia intensiva por semanas a meses (potencialmente em ambiente asséptico).dose/fármaco conforme a fonte ↗

Tardio — a maioria das vítimas de mostarda é classificada como tardia, tanto para o atendimento médico quanto para a descontaminação.

Mínimo — são as vítimas com lesão muito pequena (< 2 % da superfície corporal, em área não crítica).dose/fármaco conforme a fonte ↗

Expectante — em menos de 4 hours da exposição, vítimas com queimadura em 50 % ou mais da superfície corporal por exposição a líquido; sinais respiratórios baixos (dispneia).dose/fármaco conforme a fonte ↗

Categoria (prioridade)Tempo de inícioSinais clínicos
Imediato (1)< 4 up to 12 hours após a exposiçãoSinais respiratórios baixos (dispneia)dose/fármaco conforme a fonte ↗
Tardio (2)> 4 hours (olho e pele); ou > 12 hours (respiratório) após a exposiçãoLesão ocular com prejuízo visual; lesão de pele cobrindo 2 to 50 % da superfície corporal na exposição a líquido, ou qualquer queimadura de superfície na exposição a vapor; sintomas respiratórios baixos (tosse com expectoração, dispneia)dose/fármaco conforme a fonte ↗
Mínimo (3)> 4 hours após a exposiçãoLesão ocular menor sem prejuízo visual; lesão de pele < 2 % da superfície corporal em área não crítica; sintomas respiratórios altos leves (tosse, dor de garganta)dose/fármaco conforme a fonte ↗

Lembretes de ABC

Garanta rapidamente que a vítima tenha via aérea pérvia. Mantenha circulação adequada. Se houver suspeita de trauma, mantenha a imobilização cervical manual e aplique colar cervical descontaminável e prancha rígida quando possível. Comprima diretamente para conter sangramento arterial, se houver.

Via de exposição

Sinais e sintomas clínicos

Efeitos clínicos e tempo de início conforme a gravidade da exposição à mostarda sulfurada

Diagnóstico diferencial

Vulnerabilidades pediátricas/obstétricas/geriátricas

Tratamento

Não há antídoto para a toxicidade da mostarda sulfurada. A descontaminação em 1 ou 2 minutes após a exposição é o único meio eficaz de reduzir os efeitos do dano tecidual que se segue.dose/fármaco conforme a fonte ↗

Remoção das vítimas

Se as vítimas conseguem andar, conduza-as para fora das zonas quente/morna até a zona de descontaminação. Vítimas que não conseguem andar podem ser removidas em pranchas rígidas ou macas; se estas não estiverem disponíveis, carregue ou arraste as vítimas com cuidado até um local seguro. Havendo grande número de vítimas, e se os recursos de descontaminação permitirem, devem ser estabelecidos corredores de descontaminação separados para as vítimas que andam e as que não andam.

Considere o manejo apropriado de crianças contaminadas quimicamente, como medidas para reduzir a ansiedade de separação se a criança for separada de um dos pais ou de outro adulto.

Zona de descontaminação

Zona de descontaminação

Proteção do socorrista

O pessoal deve continuar usando o mesmo nível de proteção exigido nas zonas quente/morna.

Se os níveis de exposição forem considerados seguros, a descontaminação pode ser conduzida por pessoal usando um nível de proteção inferior ao das zonas quente/morna. Porém, não tente reanimação sem uma barreira.

Lembretes de ABC

Se a vítima estiver sintomática, institua imediatamente as medidas de suporte de vida de emergência. O tratamento deve ser dado simultaneamente aos procedimentos de descontaminação. Garanta rapidamente que a vítima tenha uma via aérea pérvia e esteja ventilando bem. Assista a ventilação com dispositivo bolsa-válvula-máscara equipado com canister ou filtro de ar, se necessário. Mantenha circulação adequada. Estabilize a coluna cervical com um colar descontaminável e uma prancha rígida se houver suspeita de trauma. Pressão direta deve ser aplicada para controlar sangramento intenso, se houver.

Antídotos

Antídotos — não existem antídotos específicos para os agentes mostarda.

Descontaminação básica

Considerações de montagem

Instruções de lavagem

Descontaminação do socorrista

Descontaminação de lactentes e crianças

Manejo de feridas

Referências

Zona de apoio

Zona de apoio

Re-triagem

Após a descontaminação, o paciente deve ser reavaliado, observando mudança de categoria de triagem (se houver) e a necessidade ou o ajuste da terapia de suporte (ver Lembretes de ABC / Tratamento Avançado).

Lembretes de ABC

Avalie rapidamente a permeabilidade da via aérea. Se houver suspeita de trauma, mantenha a imobilização cervical manual e aplique colar cervical e prancha rígida quando possível. Garanta respiração e pulso adequados. Registre a saturação de oxigênio. Coloque em monitor cardíaco.

Se o paciente estiver sintomático, institua imediatamente as medidas de suporte de vida de emergência.

Tratamento avançado

Suporte

Por causa do atraso habitual no início dos sintomas após a exposição a agente mostarda, é improvável que os socorristas estejam prestando cuidado de suporte. Se os sinais e sintomas da exposição forem notados, veja a Terapia de Suporte no Manejo Hospitalar. Em casos de comprometimento respiratório, garanta via aérea e respiração por intubação endotraqueal ou máscara laríngea (LMA) (use bolsa-válvula-máscara (BVM) se não conseguir garantir a via aérea). Pacientes em falência cardiorrespiratória devem ser tratados de acordo com os protocolos de suporte avançado de vida (ALS).

Antídotos

Antídotos — não existem antídotos específicos para os agentes mostarda.

Transferência para unidade de saúde

Somente pacientes descontaminados, ou pacientes que não precisam de descontaminação, devem ser transportados para uma unidade de saúde. Sacos para cadáver não são recomendados.

Os nomes, endereços e telefones dos pacientes devem ser registrados. Eles devem ser orientados a procurar atendimento médico prontamente se os sintomas surgirem ou retornarem (ver a folha de informação ao paciente).

Os PDFs são da fonte original, em inglês.