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Setor industrial debate mercado e qualidade do Gás Natural no Brasil

A diretora da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, destacou a importância de manter a qualidade do gás no Brasil

O 2º Fórum Brasileiro do Gás Natural realizado pela Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer), no dia 23 de abril, reuniu cerca de 160 participantes de sete estados e do Distrito Federal na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O evento direcionado para a cadeia produtiva, que usa como insumo o Gás Natural reuniu empresários, autoridades, universidades, imprensa e órgãos públicos ligados ao setor de energia.

A abertura do evento contou com a participação do Secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, do deputado estadual João Caramez, coordenador da Frente Parlamentar de Apoio ao Desenvolvimento do Gás Natural do Estado de São Paulo – FGAN, do presidente da ASPACER, Benjamin Ferreiro Neto e do diretor de Relações Institucionais da ASPACER e CEO do 2º Fórum Brasileiro do Gás Natural, Luís Fernando Quilici.

A Abiquim foi representada pela diretora de Economia e Estatística, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, que foi uma das palestrantes do fórum e participou do “Painel III – Gás Natural e a Competitividade da Indústria Nacional”. A executiva da Abiquim apresentou o panorama do setor químico e a falta de competitividade da indústria nacional decorrente do elevado preço do gás natural no Brasil.

Fátima também explicou como o gás natural é usado na indústria química, como insumo e como matéria-prima, e que atualmente para os consumidores não há opções para a falta de competitividade. No entanto, o foco da apresentação da executiva foi no que tange à importância da qualidade do gás e como essa questão pode impactar ainda mais a já prejudicada situação do insumo. Alertou que existe um pleito em análise na Agência Nacional do Petróleo para alterar a especificação atual do gás natural e que a Abiquim realizou diversos estudos sobre os impactos dessa mudança. “Essa alteração poderá reduzir a competitividade da química e de todos os demais consumidores, inclusive residenciais e comerciais. No caso da química produziria impacto na eficiência energética, nas metas ambientais, na continuidade operacional gerando maior custo de produção. Além disso, como a química é a única usuária do gás como matéria-prima, sofreria um impacto no rendimento das reações e processos, além de o País desperdiçar um componente do gás (etano) que é verdadeira riqueza para a química”.

A diretora da Abiquim ainda argumentou que essa alteração pode afetar a agregação de valor à matéria-prima nacional pela indústria brasileira. “Seguiríamos na contramão do mundo e no uso racional dos recursos do País”. Ela também traria consequências como o não atingimento de metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e piora na qualidade do ar. Fátima ressaltou a importância de serem consultados os órgãos ambientais no processo decisório caso sejam feitas alterações na composição do gás. Por fim, a diretora defendeu proposta que a Abiquim está apresentando à Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e que já compartilha com a adesão de diversas outras entidades que é “a de que o gás natural comercializado no País tenha uma qualidade cada vez mais restrita e com a menor variabilidade possível e que a especificação caminhe para mais próximo daquela que efetivamente é praticada hoje, sem retrocessos de qualidade”. 

Fonte:ABIQUIM Informa

 
 
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