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Os efeitos nocivos do Gás Sarin

Os recentes acontecimentos na região da Síria levaram ao conhecimento de muitas pessoas o uso de armas químicas em confrontos e guerras civis, um componente deste tipo de arma é o Gás Sarin.
O Gás Sarin foi originalmente desenvolvido como pesticida, nos anos de 1930 durante o regime nazista na Alemanha, é um gás sem cor, cheiro e gosto e ao entrar em contato com o ar se transforma em vapor.
Segundo informações do especialista em Gestão Ambiental Frederico Mota este tipo de gás faz parte do grupo denominado de tóxicos dos nervos. “Denominam-se Tóxicos dos Nervos, os gases pertencentes a um grupo de agentes químicos altamente tóxicos com ação fisiológica. São compostos orgânicos de FÓSFORO e FLUOR ou de FÓSFORO e NITROGÊNIO, que produzem a mesma ação fisiológica sobre o organismo, mas com estrutura molecular diferente. Uma vez que penetrem no corpo por qualquer uma das vias (mucosa nasal, ocular, respiratória e gástrica ou através da pele integra), circulam pelo sangue e acabam por fixar-se efetivamente nas terminações nervosas e no sistema nervoso central”. Explica Mota
Além de suspeitas de sua utilização na guerra da Síria é possível encontrar outros relatos do uso do Gás Sarin como no metrô de Tóquio em 1995 que deixou 13 mortes e até 6 mil feridos.
O perigo do Gás é quando ele entra em contato com as vias respiratórias e as mucosas podendo ser mortal em alguns casos, Mota comenta sobre os efeitos no corpo humano. “A pessoa contaminada apresenta os sintomas, independentemente da via de penetração (inalação, absorção ou ingestão) na seguinte ordem: corrimento nasal; sensação de pressão no tórax; diminuição da visão e contração das pupilas; dificuldade na respiração, tonteira e suor excessivo; náuseas, câimbras, dejeção e urinação involuntárias; contração nervosa, espasmos musculares, vertigens; dor de cabeça, confusão, sonolência, coma e convulsões. Estes sintomas são seguidos pela paralisação da respiração e morte”. Relata
Os sintomas são os mesmos, mas o tempo de reação pode variar de acordo com a via de penetração ou mesmo o estado da vítima. “Pela absorção da pele é capaz de matar dentro de l a 2 minutos. As dosagens respiratórias letais causam a morte dentro de 1 a 10 minutos e as dosagens líquidas nos olhos matam também muito rapidamente. O número e a gravidade dos sintomas que aparecem dependem da quantidade e da velocidade de entrada no corpo da vítima (uma dosagem muito pequena sobre a pele algumas vezes produz apenas suores locais e tremores, sem quaisquer outros efeitos mais danosos)”. Explica Mota
Em ambiente de guerra é possível visualizar muitos artefatos utilizados no fogo cruzado, o Gás Sarin, por exemplo, pode estar presente em granadas de artilharia e de morteiro, espargimento aéreo, mísseis, foguetes e bombas de aviação.
O especialista em Gestão Ambiental Frederico Mota comenta ainda como deve ser o procedimento para ajudar vítimas expostas ao Gás Sarin e muitos outros agentes químicos.
“Poderá ser adotada a seguinte sequência para a aplicação dos primeiros socorros: - Retirar o líquido dos olhos com água ou solução a 5% de bicarbonato de sódio; - Descontaminar a face, orelhas e pescoço; - Colocar a máscara; - Retirar o agente líquido da pele, enxugando-a sem esfregar e lavando-se cuidadosamente a região contamina da com água e sabão. Quando não houver sabão, usar água em abundância. Um melhor tratamento para a contaminação por líquidos é lavar a região contaminada com uma solução a 5% de bicarbonato de sódio ou qualquer outra solução alcalina fraca.
Aplicar técnicas de respiração artificial, já que a morte ocorre por asfixia. A morte pode ser retardada ou em alguns casos evitada com respiradores artificiais.
São de efeitos mais permanentes as seguintes substâncias:
Reativadores - Sendo a ação dos neurotóxicos devida à inibição que provocam da acetilcolinesterase, este processo pode ser reversível, desde que a citada enzima torne-se ativa novamente, o que removera a venenosa acetilcolina.
Informações são sempre úteis, especialmente na defesa contra agentes químicos, o ideal seria que componentes deste tipo com ação mortal não existissem, mas uma vez que eles existam o que vale é torcer para que sejam armazenados de forma correta e segura e longe de ações de guerra que vitimam milhões de pessoas.

(Fonte: Viviane Oliveira – Redação Produtos Perigosos – 21/10/2013)

 
 
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