Home > P.P.News (Assine Já) > Clipping PPNews > Após restrições a caminhões em SP, frota de utilitários aumenta 30%

Após restrições a caminhões em SP, frota de utilitários aumenta 30%

As restrições à circulação de caminhões entre 5h e 21h e o aumento da área de rodízio, medidas implantadas há cerca de sete meses em São Paulo, impulsionaram as transportadoras que atuam na capital a trocarem caminhões por utilitários como vans, Kombis e Fiorinos. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), as transportadoras já aumentaram em 30% o número de utilitários em suas frotas.
Para transportar a carga de um VUC (sigla para os veículos urbanos de carga, como se denominam os caminhões de até 6,30 m de comprimento), por exemplo, são necessárias três Kombis ou duas vans - veículos que podem circular na cidade em qualquer horário. Com isso, o número de veículos nas ruas cresceu. Entretanto, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirma que o tráfego de São Paulo não foi afetado por este aumento. "O trânsito apresentou aumento de fluidez de 14% a 20%, em média, nos horários de pico nos seis primeiros meses das medidas", afirma o diretor de operações da CET, coronel Rui César Melo.
O ex-secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Adriano Murgel Branco, também acredita que as restrições aos caminhões foram positivas. "A substituição [por utilitários] não beneficia numericamente, mas os utilitários são mais ágeis e menos perigosos".
Branco, porém, lembra que as restrições aos caminhões pesados são paliativas. "A política brasileira [de circulação] é basicamente para caminhões e automóveis. O transporte de pessoas está lentamente melhorando, mas o de cargas não tem alternativa", afirma o ex-secretário, lembrando que 93% desse transporte depende dos caminhões. Branco calcula que, se a malha ferroviária de São Paulo fosse recuperada, 80% dos veículos pesados deixariam de utilizar a rodovia dos Imigrantes (que liga a capital à Baixada Santista).
Aumento do frete e mais funcionários
O uso de utilitários no lugar de caminhões causou um aumento de 15% no preço final do frete. "Os veículos pequenos tem maior custo, porque perdem em produtividade", afirma a economista do Setcesp, Maria José Liberato Montanari. Segundo a economista, o custo operacional (que abrange a compra dos veículos, terminal, licenciamento, combustível e mão de obra) ficou 44% mais caro.
As restrições também causaram o aumento da contratação de funcionários em 30% já que cada veículo emprega duas pessoas: um motorista e um ajudante. "Se [além do número de utilitários] for considerado também o turno da noite [criado sob as circunstâncias da restrição diurna], o aumento [da contratação] fica em quase 40%", diz a economista. Ela ressalta que neste balanço não estão inclusos os meses de dezembro e janeiro, onde houve demissões devido aos impactos na crise econômica no setor.
Entenda as restrições
A Prefeitura de São Paulo implantou duas restrições à circulação de caminhões na capital no ano passado. A primeira delas entrou em vigor no final de junho e proibiu caminhões de grande e médio porte de trafegarem dentro de uma área de 100 km², chamada de Zona Máxima de Restrição à Circulação de Caminhões, entre 5h às 21h. Os VUCs só podem rodar nessa área durante o dia obedecendo a um revezamento (dia sim, dia não, de acordo com a placa).
No final de julho, foi a vez de expandir o rodízio municipal. Os veículos pesados passaram a ser restritos nas vias que limitam a área, além das vias internas do centro expandido - como já acontecia. Isso incluiu locais como as marginais e a avenida dos Bandeirantes. Assim como os carros, os caminhões devem respeitar o dia da placa das 7h às 10h e das 17h às 20h.
Depois da implantação das restrições, o índice mais alto de lentidão aconteceu em 14 de novembro, com 227 km de filas em São Paulo. Na época, a CET apontou os acidentes e o excesso de veículos - principalmente devido ao feriado do dia seguinte - como causas do congestionamento.
O recorde histórico de congestionamento em São Paulo foi alcançado em 9 de maio de 2008 quando foi registrado 266 km de lentidão pela CET. Os problemas também foram atribuídos a acidentes e ao excesso de veículos. O recorde anterior era de 1996: 242 km. (Fonte.: Portal Uol - 16/2/2009)

 
 
Voltar | Topo | Indicar a um amigo | | Imprimir página | Início
 

Home  |  Política de Privacidade  |  Mapa do Site  |  Anuncie no PP  |  Fale Conosco

2009 Produtos Perigosos. Todos os direitos reservados. Política de privacidade

Área restrita: E-mail: Senha: Lembrar senha
 
Nipotech