O preço do diesel subiu mais do que o esperado por donos de postos neste primeiro mês de adição obrigatória de biodiesel. Pelos cálculos da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis), a alta média foi de R$ 0,02 por litro, quatro vezes maior do que as estimativas iniciais da entidade.
O biodiesel passou a ser obrigatório no dia 1º de janeiro e, na avaliação de agentes do setor, distribuidoras e postos conseguiram assimilar o novo produto. O mercado, porém, pede maior fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) contra fraudes. "Há algumas pequenas questões logísticas, mas nada grave. No geral, as vendas de biodiesel estão indo bem", diz o presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz.
"Distribuidoras e postos já estão adaptados e não temos percebido grandes problemas na entrega do combustível", concorda o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, que admite, porém, que a alta no preço surpreendeu.
O biodiesel é vendido nos postos misturado ao diesel de petróleo, em uma mistura conhecida como B2 (2% de óleo vegetal e 98% de diesel).
Fonte: O Estado de S.Paulo - 01/02/2008
BR renegocia contratos por faltar biodiesel
A BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, está renegociando seu contrato com a viação Itaim Paulista porque não tem biodiesel para entregar. A empresa de transporte coletivo estava fazendo um projeto experimental de mistura de 30% de biodiesel ao diesel normal usado em sua frota. Com o início da mistura obrigatória de 2%, em janeiro, a BR teve que direcionar seu biodiesel para atender a esse mercado.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, não há risco de falta de biodiesel para atender a determinação legal. "O atendimento obrigatório da lei está 100% contratado ", afirmou Ricardo Dornelles, diretor do ministério.
Dornelles disse que a capacidade de produção de biodiesel é de 2,4 bilhões de litros por ano, três vezes maior do que a demanda estimada para atender ao mercado com a mistura obrigatória de 2% (800 milhões de litros por ano).
Fonte: Folha de S. Paulo - 01/02/2008